De Consumidores a Discípulos

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Quem é Você no Corpo de Cristo - Quais os Resultados do Exercício dos Dons Espiriuais

Quem é Você no Corpo de Cristo - O Que São Dons Espirituais

Quem é Você no Corpo de Cristo - Introdução - A Vontade de Deus para Cada Um

IGREJA Projeto de Deus

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Quebrando Paradigmas...


Uma frase que me tem causado bastante desconforto ao ouvi-la é essa: "Precisamos quebrar os paradigmas".

Entendo que não há algo que melhor represente as inúteis palestras motivacionais do que ela.

Comumente, são promovidas e/ou pagas por empresas para seus funcionários que, invariavelmente, são induzido por metodologias de massificação tais como PNL - Programação Neurolinguística para serem formatados à uma idéia comum do "vestir a camisa da empresa", mesmo quando a empresa lhe dá uma camisa puída para vestir. Faz com que, aqueles que antes temiam por estar sob a égide de uma empresa que não oferece segurança para tal, passem a olhar para a empresa, absortos.

Pois bem, pior ainda é que estes entulhos agora passam a fazer parte do arraial eclesiástico, propalado pelos paladinos da ideia de "uma nova forma de ser igreja", dizendo ser o correto pois uma Igreja refomada tem que estar sempre reformando. São muitos os eventos que envolvem particiação de pastores e lideranças eclesiásticas em nosso país chafurdados neste atulhamento.

A idéia de Igreja Reformada sempre reformando, que a reforma imprimiu, nos lembra, de maneira reforçada, a necessidade de a Igreja retornar à forma proposta pelo Senhor da Igreja. Reformar significa: "formar novamente; reconstituir a antiga forma de; reconstruir, reafirmar a exatidão ou a verdade de algo; confirmar, corroborar, ratificar", contudo, o que se tem observado por aí é uma arte de impromptu, a guisa de ser algo que agrade a Deus.

Recentemente ouvi, "Precisamos quebrar os paradigmas", de um amigo, pastor presbiteriano, recém chegado de um encontro de pastores e líderes, este, promovido pelo Instituto Haggai do Brasil. Este amigo, achincalhou-me por conta de eu estar, em casa de familiares meus, juntamente com minha esposa e filho, em plena segunda-feira, de chinelo e bermudão aproveitando o dia de folga semanal que me é concedido, somente pelo fato de ele estar promovendo um evento em "sua" igreja, pois, segundo ele, já está passando da hora de quebrar os paradigmas. Ainda que ele estivesse certo, juntamente com seu auxiliar, outro pastor que pensa e age igual, o exemplo bíblico de relacionamento parte da humildade e não da megalopsiquia.

Como eu já fiz parte de quadro funcional de emprezas de grande porte, ocupando cargos de confiança, tais como, gerência, liderança de programas de qualidade total, auditoria em Sistema de Gestão em vendas e Satisfaçao do Cliente, entre outros, vejo que muitos de nossos amados irmãos, pastores estão investindo seu sagrado tempo e ministério em entretenimento de bodes em vez de apascentar, que é dar alimento espiritual, ensinar, doutrinar; guiar, nutrir, sustentar.

As emprezas vão tentar de tudo para fazer com que seus funcionários rendma ao máximo, custando o mínimo sem perceber que estão sendo explorado além do limite de suas capacidades. Mas o negócio das empresas é LUCRO.

Mas, o nosso "negócio" não é este!!!!

Ministério pastoral é para ganhar vidas, resgatar vidas, restaurar vidas, relacionar com pessoas montrando-as que Deus é a porção de nossa herança, e que a verdadeira alegria existe no Senhor.

Se queremos quebrar paradigmas, precisamos aprender com o apostolo Paulo, que vê em suas prisões, oportunidades maravilhosas para continuar a quebrar paradigmas. Sempre dizendo ser prisioneiro de Cristo, por amor aos gentios.

Paulo sempre foi um homem profundamente religioso, judeu praticante, irrepreensível na mais estrita observância da Lei (At 22, 3), “cheio de zelo pelas tradições paternas” (Gl 1, 14). Esse ideal animou Paulo durante os primeiros 28 anos de sua vida (Fl 3, 5-6), mas chegou o momento de descobrir que observar a Lei não era suficiente para levá-lo até Deus. Aconteceu então a sua conversão para o Cristianismo.

Aquele que outrora perseguia os cristãos agora vive uma vida de total dedicação à exposição das Sagradas Escrituras, pregando algo completamente avesso às regras e práticas judaizantes, a saber, a união entre gentios e judeus e destes com Cristo.

Jesus Cristo nos ordena a ir por todo o mundo e pregar o vangelho a toda criatura, batizando em nome do Pai, do Fiho e do Espírito Santo, e não "ide por todo mundo quebrando paradigmas..."
lembremos que "paradigma" é um exemplo que serve como modelo.

Em Atos 2.42-47 temos:
42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

E aí, vamos quebrar ou conservar este modelo?

SOLI DEO GLORIA

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estudantes, Ciência e Fé


Em nossa atualidade, é encontradiço no meio acadêmico um emaranhado de "identidades cristãs" num contexto plural em que cada um vem de suas origens, família, região, religião, com sua carga de conhecimentos e valores e passam a conviver um ambiente que para uns é encarado, até mesmo, como hostil, e neste momento começam a serem contrastadas as ciências e as Religiões.

Se existisse uma ciência que atendesse às necessidades e respondesse às questões da humanidade, não haveria necessidade de tantas outras, e na verdade, tanto há necessidade das que já existem como das que ainda estão por surgir no decorrer da existência humana. É verdade, também, que não vemos entre as ciências aquela que vindique para si a primazia em detrimento de todas as outras.

Não é o ambiente que encontramos entre as religiões, e aqui, creio eu, cabe a mesma conjectura, a saber, se há uma religião que venha atender e responder a todas as necessidades, todos os desejos e anseios dos povos, porque haver tantas? No entanto, neste ambiente, vemos sempre muitas delas postulando ser "A RELIGIÃO" e os seus adeptos agindo como verdadeiros paladinos de seus próprios ideais.

Este enigma entre fé e conhecimento científico, enfrentado pelos estudantes universitários é apenas mais uma variação da antiga luta por conciliação entre fé e razão. Infelizmente muito dos que fazem parte das lideranças eclesiásticas são detentores de parcos conhecimentos e, por conta disto, têm uma cosmovisão muito limitada.

Durante muito tempo por conta de uma pseudo-exegese nos textos das cartas Paulinas aos irmãos de Corinto, oi ensinado e aceito entre os amados irmãos, em sua maioria de linhas chamadas pentecostais, que estudar não é tão necessário, uma vez que o apóstolo Paulo diz que "a letra mata, mas o espírito vivifica." (2Co 3.6), mas não entendiam que, o que Paulo sempre combateu a guisa de chamar de "letra" às filosofias, vãs sutilezas, a tradição dos homens conforme os rudimentos do mundo (Cl 2.8).

O verdadeiro papel da Igreja é por em prática o que Jesus nos dá por resumo da Lei, a saber, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, ou seja, cada servo de Deus, aprender a por em prática estes valores eternos de Jesus. Ingrediente necessário é amor.

Não podemos ser românticos e nem simplistas quanto a questão do papel pastoral que deve ser prestado por alguém que está disposto a servir, alguém dado ao trabalho de examinar as Sagradas Escrituras e que esteja em condições de prestar ao Senhor um Culto Racional e não racionalizado ou racionalista, alguém que tenha uma boa cosmovisão e não seja conforme este mundo.

Nosso compromisso é mostrar Jesus Cristo ao mudo através de ações e palavras que sejam concordes entre si, ou seja, pregado com a vida e vivendo a pregação. Uma vez que salvação só é possível me Jesus, e somos servos de Jesus, vivamos de modo a honrar a Jesus, vivendo de modo a agradá-Lo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Missão e Contexto

Num primeiro momento entendemos a necessidade de nos desvencilharmos dos estigmas para podermos tratar melhor àqueles que adentram a fé cristã e desejam caminhar com Jesus. Enquanto a Bíblia diz “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”(2 Co 5:17), além de “... esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,”(Fp 3:13), temos uma enorme dificuldade de olhar para o amado irmão recém chegado à família como alguém que nasceu em Cristo e, do contrário, o estigmatizamos e não o permitindo deixar par trás o que é para ficar lá, prova disto é que comumente se ouve:o irmão Fulano de Tal”... EX-TRAFICANTE, EX-PROSTITUTA, EX-VICIADO, EX-HOMICIDA, EX-TANTA COISA...[1]como se a obra nele feita, por Jesus, nada valesse! Pesa mais o estigma do que o valor do sacrifício vicário de Cristo.

Algo mais que deve ser considerado é, o que a igreja tem que fazer? Muitos se contentam em cumprir, ou pelo menos tentar, o mandato espiritual. E, onde ficam o mandato cultural e o social? Qual o envolvimento da Igreja na sociedade em que está inserida?

Fico a pensar em umas questões tais como: Se a “minha” igreja deixasse de existir hoje...

- faria falta para alguém?

- alguém sentiria saudades?

- causaria impacto na sociedade a curto, médio e longo prazo?

- teria impresso marcas salutares na sociedade?

- não ajudou nem atrapalhou?...

Quando me lembro que igreja somos nós e não aquele amontoado de tijolos, lajotas, madeiras e o que mais se utiliza em construção civil, vejo que as perguntas seriam direcionadas para mim.

De que adianta algumas igrejas terem creches, escolas, salas de alfabetização, oficinas de artes, centros de desenvolvimento de habilidades manuais e/ou geração de trabalho e renda ou trabalhos assistenciais dos mais diversos se muitos parecem ter perdido a capacidade de “...amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo...”(Mc 12.33 RA), e em muitos casos conseguirem dar mais prova de desamor.

“Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 Jo 4:20 RA).

Eis aí o que precisa ser feito para que haja uma verdadeira contextualização das missões contemporâneas, o resgate da capacidade de amar que reflete O Amor de Deus.

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1 Jo 4.7-8)


[1] Grifos meus